Drogas, uso, abuso ou dependência?

Drogas, uso, abuso ou dependência?

Provavelmente você já tenha tido contato com alguma história de dependência química, seja pelo álcool, cigarro, maconha, cocaína ou outras drogas. Imagino que neste momento você possa ter tido pensamentos questionadores a respeito da situação, como exemplo: Onde a família deste jovem errou? Nossa, que pessoa fraca! Essa pessoa não tem força de vontade! Isso é falta de vergonha! Quanta falta de bom senso/falta de sabedoria! Que tristeza!

Pois é, então saiba que o abuso de drogas continua sendo um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, podendo ser iniciada até mesmo dentro de escolas, fazendo deste tema algo impossível de ser ignorado por pais e educadores, merecendo ação e atenção.

Neste momento não adianta se desesperar, afinal até mesmo pesquisas recentes indicam que a repressão não costuma oferecer bons resultados, a melhor saída é compreender a relação dinâmica que ocorre com os jovens e as drogas, inicialmente precisamos buscar compreender nossos jovens e o motivo pelo qual as drogas são atraentes para eles, desde a adolescência.

Conheça algumas classificações sobre a dependência química:

  • A dependência química é considerada doença, pois é um transtorno onde o indivíduo perde o controle do uso da substância, provocando consequências mentais, emocionais, físicas e até mesmo espirituais, pois se trata de um processo problemático e progressivo, piorando com o tempo de uso.
  • A dependência é considerada uma doença química, tendo em vista que é provocada por uma reação química direta em nosso metabolismo e infelizmente é uma doença crônica e incurável, pois uma vez dependente, a pessoa sempre terá esta fragilidade, necessitando manter-se sob controle contínuo e permanente.
  • É também uma doença física, pois a falta da droga gera abstinência, que se manifesta em forma de sintomas como: forte ansiedade, irritabilidade, insônia e sinais fisiológicos como o tremor e sudorese para nosso corpo, variando de intensidade conforme a droga que foi utilizada.
  • É uma doença psicológica, pois o uso das drogas provoca impulsos psíquicos para que a pessoa repita as doses para sentir-se melhor, ou seja, o consumo repetido gera uma forte sensação de alívio e a falta da droga gera um grande mal-estar, criando assim a dependência psíquica.
  • O sofrimento do dependente químico provoca o adoecimento emocional também dos familiares, situação que exige acompanhamento psicológico também aos envolvidos, assim como orientações a respeito de como lidar com o dependente e com os sentimentos resultantes da dependência.

Compreendendo a busca pelas drogas

Todos os seres humanos buscam de alguma forma alcançar prazer, seja com amigos, em viagens, ao comer algo diferente e saboroso ou ao fazer algum esporte ou mesmo em relacionamentos amorosos. Em resumo, todos buscam movimentos que ofereçam maior sensação de bem-estar, alívio de tensão ou mesmo de aceitação social. Este é o pensamento inicial que leva grande parte das pessoas a buscar algo que as faça sentir melhor, buscando recompensas após uma dura semana de trabalho ou após uma grande tristeza ou decepção.

Em alguns casos o abuso às drogas pode ter sido aprendido com familiares, com alguns modelos de amigos, de cinema ou TV, assim como também é possível que o uso destas substâncias seja decorrente de eventos traumáticos na infância, os quais necessitam ser devidamente trabalhados em psicoterapia.

Auxilio da Psicoterapia

Todos nós estamos submetidos a uma convivência social, as quais se apresentam difíceis em muitos momentos, o que nos leva obrigatoriamente a aprender com o que é diferente de nós e assim reaprender a cada dia.

Policie-se e se notar que está constantemente utilizando algum componente químico, seja uma bebida alcoólica, cigarro ou mesmo remédios, busque ajuda profissional. Se perceber que não está conseguido lidar sozinho com suas dificuldades ou dores, saiba que a psicoterapia é fundamental em conjunto com demais tratamentos médicos para males diversos, assim como no caso da dependência química.

Autor: 
Estela Cristina Parra

Psicóloga Clínica e Organizacional
CRP: 06/119083

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